Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

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Imprinting

Por Ana Kacurin

Parto não acontece só no corpo. Não é puramente um evento fisiológico. Ele também acontece na alma, na mente, no coração. A gente pare com toda nossa história, com tudo que a gente leva no peito. Enquanto portais, nos abrimos por inteiro e nessa abertura, acessamos toda nossa história, toda nossa vivência, nossos medos, nossos sonhos, nossas expectativas... Chegar do outro lado pode ser uma longa e árdua tarefa, mas a vista... é recompensadora.


Nosso encontro de Junho


Um papo sobre dor, sobre limites à transpor, sobre as barreiras encontradas e vencidas. 

É, o parir tem seus desafios... para umas mais que para outras. Cada dupla trilha uma estrada só sua. Mas essa não é uma jornada  que se precisa trilhar só. E na presença incentivadora e no olhar empático que quem nos acompanha, encontramos forças pra prosseguir.

Aprendizado definiu nossa manhã de ontem. E foi tão rico e com tantas histórias q não lembrei de fotografar o encontro. 

Gratidão a todas q fazem de nosso grupo um sucesso. E de quebra ainda trazem esses pequenos lindos pra gente babar <3

Aguardo vocês em julho para mais uma Conversas de Mãe.

Indicações Reais e Fictícias de Cesariana

A Dra. Melânia Amorim, obstetra membro da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, a ReHuNa, em parceria com a Obstetriz Ana Cristina Duarte, preparou uma lista de indicações reais e "fictícias para cesariana. Esta lista circula desde 2005 e cresce a cada ano. A última atualização é de 02 de setembro de 2017. Confira:

INDICAÇÕES REAIS E FICTÍCIAS DE CESARIANA

Por Melania Amorim, PhD em Obstetricia
Publicado originalmente em: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

A presente lista de indicações de cesariana circula na Internet desde 2005, quando eu publiquei a primeira versão em uma comunidade do Orkut ("Cesárea? Não, obrigada!"), e desde então tem sido muito divulgada, crescendo lamentavelmente a cada dia, porque estou sempre me deparando com gestantes em busca de informações, explicações ou mulheres que contam suas próprias histórias ou histórias de amigas. Outra fonte inesgotável de supostas indicações para a cirurgia cesariana advém dos encaminhamentos de gestantes para os serviços onde trabalho, por diversos profissionais de saúde, porque sempre há alguém querendo indicar uma cesariana. Muitos colegas também têm sido extremamente gentis em me informar quando recebem esses encaminhamentos, ou os famosos "bilhetinhos" ou quando se deparam em sua prática clínica diária com pretextos e indicações estapafúrdias de cesariana.

Dialogando sobre dor

Nosso primeiro encontro de 2017 propôs uma reflexão pra lá de importante - as dores da maternidade... e elas não são poucas.

Não é segredo que, em nossa sociedade, a dor se tornou um tabu e uma aversão. Basta observar a reação de alguém diante de um comentário seu sobre uma dor de cabeça. Ainda que você esteja visivelmente cansado e essa cefaleia seja apenas seu corpo implorando por sono, dificilmente alguém lhe dirá "porque você não vai pra casa, toma um banho morno e dorme um pouco". É bem mais provável que apenas te ofereçam um analgésico.

Primeiro porque a vida não pode parar pra você descansar - há muito o que fazer - e depois que ficar sentindo dor é tido como masoquismo.

Estamos aos poucos perdendo a habilidade e a paciência para ouvir nosso corpo e lidar com suas dores de modo curativo... a maioria não se pergunta de onde a dor vem - quer apenas se livrar dela. Mas ignorar uma dor é como ignorar um alarme de incêndio... você pode até fazer a dor calar, mas o motivo dela não. E mais cedo ou mais tarde o estrago sempre aparece.

Te surpreende saber que o parto não é, em nada, diferente?

Nem todo vício é ruim...


Vício - do latim vitium. No dicionário "falha" ou "defeito" - um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Será? Eu prefiro definir como adicção ou dependência, sem atribuir ao termo (nesse caso) uma conotação negativa. Explico...

Quem conhece sabe, vida de doula não é mole. A gente é acordada no meio da madrugada, dorme pouco, não raro perde o final de semana, feriado, festas e quase nunca tira férias. Com frequência me perguntam até quando eu vou aguentar isso e eu sempre respondo com convicção "Se Deus permitir, quero morrer trabalhando".

É, partejar pra mim é um vício. Algo sem o qual não consigo me imaginar. Partejando me sinto inteira, livre. Ali ao lado de uma mulher parindo, me invade uma profunda sensação de pertencimento. Me vejo parte de algo muito maior que eu. Presenciar o milagre da vida em sua forma mais visceral e honesta envolve tanta oxitocina, endorfina e adrenalina que não me ocorre querer parar.

Um 2016 Naturalmente Feliz!!


É natural que você se sinta insegura...

É natural que você fique ansiosa...

É natural você esquecer tudo isso na hora em que seu bebê nascer.

Dar a luz pode ser a coisa mais natural do mundo!!

PARTO NORMAL
Deixe a vida acontecer naturalmente!!
Uma campanha ANS - apoio Pró-Gestante

Sobre Orquestras e Maestros

Por Carla Andreucci Polido, Médica Obstetra
Texto original publicado em 27 de setembro último no facebook


Enquanto profissionais de obstetrícia acreditarem que a orquestra do parto é regida por eles, e não pelas mulheres, os nascimentos nada mais serão do que procedimentos técnicos.

Em obstetrícia, o processo fisiológico de gestar e parir vai permitir o melhor resultado para a mulher e seu filho, na maioria absoluta dos casos . Acompanhar uma gestação saudável para identificar situações de risco inesperado é a nossa ciência. É verdade que situações inesperadas podem acontecer, mesmo quando tudo transcorre normalmente. Somos treinados para identificar e corrigir tais situações. E também é verdade que intervenções e procedimentos sem indicação aumentam o risco para todos os envolvidos.

Direito de Escolha

Texto de Mariana Versolato publicado originalmente no Jornal Folha de São Paulo

Mulheres com plano de saúde estão deixando os hospitais privados para ter seus filhos em casas de parto e maternidades do SUS.

Segundo as mães, essa migração, que ocorre em vários Estados, é resultado da dificuldade de encontrar médicos na rede suplementar que dispostos a realizar o parto normal. A cirurgia significa maior previsibilidade para o médico, que pode agendá-la.

A gestora de redes sociais Ana Bárbara Rossato, 24, por exemplo, foi a vários obstetras do convênio Marítima durante a sua primeira gravidez. Um deles quis cobrar uma taxa de disponibilidade de R$ 6 mil para o parto normal, afirma.

A solução for ter o bebê na Casa de Parto de Sapopemba, na zona leste, uma das preferidas desse grupo de gestantes. De 2012 para 2014, o número de partos no local se manteve em 160. Já o número de mulheres com convênio tendo bebê foi de 48 para 69.

Dicas de leitura online sobre parto

Gravidez Saudável e Parto Seguro São Direitos da Mulher


Campanha de Incentivo ao Parto Normal - Dez Dicas Fundamentais


Fique Amiga Dela


O que nós como profissionais de saúde podemos fazer para promover os direitos humanos das mulheres na gravidez e no parto


O modelo de atenção obstétrica no setor de Saúde Suplementar no Brasil: cenários e perspectivas


Parto, Aborto e Puerpério - Assistência Humanizada à Mulher


Parto Natural (COREN-SP)


Manual do parto humanizado - Projeto Luz da JICA

Partos Poderosos

Para parir bem é preciso se render completamente ao processo e viver cada minuto do caminho - deixando de lado o relógio, confrontando os medos, as ansiedades...

Penso nele como uma preparação pro mais importante encontro da vida - mente e corpo precisam desse processo pra se preparar bem pra receber o bebê. Cada contração, um abraço de boas vindas, cada intervalo, um repouso merecido, cada força um desejo de vida e no fim do nascimento tao esperado, um êxtase.

É... eu acredito mesmo que pra todas as mulheres, o nascimento deveria ser assim, mas infelizmente não é.

Num país com mais da metade de nascimentos cirúrgicos, a maioria das mulheres é privada do direito de experimentar essas emoções.

Prazer no Parto


Poucos temas despertam tanto os medos de uma gestante quanto a dor do parto. Mas e se a história pudesse ser diferente? E se o parto pudesse se tornar uma experiência não só tranquila, mas também prazerosa?


Parto Hospitalar 42s - Relato da Obstetra


Clara apareceu de surpresa no meu consultório, com 26 semanas de gravidez calculadas por uma ecografia tardia, feita há quinze dias, ocasião em que ela se descobrira grávida. Vinha de uma cidade vizinha, distante quase uma hora daqui.

Clara é seu pseudônimo para mim: alta e magra, loira e de olhos verdes, com pequenas sardas simpáticas e sorriso tímido no rosto, essa moça parecia uma autêntica brasileira so sul.

Iniciou o pré-natal timidamente, sempre quietinha e introvertida, com poucas perguntas.

Não frequentou o GAPN, não contratou doula. Informou-se, no entanto, através da internet e das dicas do blog. Confirmou o desejo pelo parto natural, mas de forma discreta e sem alarde, e também sem muita confiança (ao que me pareceu).

Desde o começo eu lhe dizia para ignorar a DPP, que, calculada por um ultrassom de segundo trimestre tardio, não era confiável. Minhas palavras exatas eram "só saberemos o momento certo do nascimento no trabalho de parto", que eu repetia em todos os nossos encontros. Participavam da consulta o companheiro, a mãe e às vezes uma cunhada, todos muito quietos e sorridentes.

Conversando sobre Parto Natural

No programa Papo de Mãe, uma gostosa conversa sobre o parto natural - quebrando mitos e esclarecendo dúvidas na voz de quem acompanha e na voz de quem viveu esta bela e intensa experiência.



Parto Ativo em Rede Nacional

Na última quarta-feira, dia 04 de maio Ana Maria Braga recebeu a filha Mariana que falou sobre o belo nascimento da pequena Joana - um parto domiciliar que contou com o suporte das parteiras Márcia Koiffman e Priscila Colacciopo e de sua doula e amiga Marcelly.

A Dor do Parto...

A obstetra Déborah Klimke publicou em seu blog um texto sobre a dor do parto que nos faz refletir... boa leitura


A importância da preparação para o parto

A jornalista portuguesa Ana Esteves escreveu em 2010 um belo texto sobre a importância da preparação para o parto sob o título "Não vá carregada para o parto". Publicado originalmente no site http://www.mae.iol.pt o texto não está mais acessível. Assim, divido com vocês a sabedoria destas belas palavras... para refletir.

Quem nasce é um ser humano!

Manifesto pela proximidade de contato humano no ato do nascimento


Por Rodrigo Vianna, médico gineco-obstetra, pai e ser humano.

Imagine a cena de uma criança sendo levada da mãe por estranhos e deixada em um canto sozinha, nua e sem qualquer tipo de proteção emocional durante algumas horas. Cruel, não?

Pois isto acontece diariamente com milhares de crianças que tem alguns minutos de vida. Bruscamente são separadas de suas mães para serem levadas à “segurança” de uma incubadora durante quatro a seis horas.

Infelizmente isto ocorre de uma forma tão rotineira e há tanto tempo, que a impressão que passa é que esta é a forma certa de cuidar de um recém-nascido. Mas quando paramos para pensar que este recém-nascido na verdade é um ser humano e que também tem sentimentos e sensações como: dor, medo, insegurança e raiva, podemos então fazer as seguintes perguntas: não poderíamos fazê-lo sentir proteção, amor, aconchego, tranquilidade, desde esse primeiro minuto de vida? Que modelo de comportamento queremos que nossos filhos reproduzam?


Parto Humanizado

Elaborado pela Fundação do Parto Humanizado do Equador e a Clinica La Primavera.