Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Indicações Reais e Fictícias de Cesariana

A Dra. Melânia Amorim, obstetra membro da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, a ReHuNa, em parceria com a Obstetriz Ana Cristina Duarte, preparou uma lista de indicações reais e "fictícias para cesariana. Esta lista circula desde 2005 e cresce a cada ano. A última atualização é de 02 de setembro de 2017. Confira:

INDICAÇÕES REAIS E FICTÍCIAS DE CESARIANA

Por Melania Amorim, PhD em Obstetricia
Publicado originalmente em: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

A presente lista de indicações de cesariana circula na Internet desde 2005, quando eu publiquei a primeira versão em uma comunidade do Orkut ("Cesárea? Não, obrigada!"), e desde então tem sido muito divulgada, crescendo lamentavelmente a cada dia, porque estou sempre me deparando com gestantes em busca de informações, explicações ou mulheres que contam suas próprias histórias ou histórias de amigas. Outra fonte inesgotável de supostas indicações para a cirurgia cesariana advém dos encaminhamentos de gestantes para os serviços onde trabalho, por diversos profissionais de saúde, porque sempre há alguém querendo indicar uma cesariana. Muitos colegas também têm sido extremamente gentis em me informar quando recebem esses encaminhamentos, ou os famosos "bilhetinhos" ou quando se deparam em sua prática clínica diária com pretextos e indicações estapafúrdias de cesariana.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Parto domiciliar planejado da Louise

Dias 18 e dia 21 eu havia enviado mensagem: “contração, sem ritmo”. Parece que mesmo à distância, só com esse acompanhamento, eu me sinto segura. Voltei a dormir depois de não ter ido para a frente quaisquer contrações. Falsos alarmes que nos deixam alertas. Eu gestante relaxo porque deixo as meninas do Pró-Gestante cientes já.

Dia 23, mais uma contração às 22:33, dormi, acordei 22:56, outra 11:06. Dormi novamente. Ops 00:30, contração e tampão, contrações, depois eu ligo para a Cátia, estou tranquila, não é meu primeiro Parto Natural. Tomo um copo de água de côco, hora de subir as escadas e voltar ao quarto. Cátia diz que vem, equipe em alerta, “acorde o marido, tome um banho”. Subi as escadas, 02:45 Contraiiiii. Ok, vou tomar banho, marido ciente. Ele envia para o grupo mais duas contrações. E eu perco a noção do tempo. A água quente me envia uma onda de calor, contrai mesmo. Contrai forte e bom. Dói mas alivia. Abro a água fria. Quente de novo. Contrai. Saio do banho. Vontade de fazer pipi, sento, nada, ooops água: bolsa estourou.

Sinto que bloqueei a respiração, sabe ‘como se fosse mergulhar no mar’, ops, por quê? Tomo as rédeas da minha respiração, e como se estivesse na aula de yoga, uma iniciante que tem que contar a respiração, inspiro 1, 2, 3... Talvez seja por isso que os bebês em alguns casos passam por ‘sofrimento fetal’, afinal se eu bloqueio a respiração, vem menos... pensei isso durante o trabalho de parto¹.

Ando com apoio na parede, deito lateralmente na cama, aguardo. Estou tranquila, mas dói. Dói sim quando vem a contração, sinal bom, que ela escolheu sua hora. Dói e passa. Eu respiro. Opto mesmo por estar o máximo possível assim, na minha intimidade, luz fraca, música calma. Cátia chegou, agora eu posso parir. Ela me vê toda reclusa na posição fetal, abre a perna e OHHH quem passa com suavidade é meu bebê. Cátia diz que eu vou sentir a contração vir, certo, senti. Ela solicita licença e ajeita a cabecinha. Mais uma contração e meu bebê vem ao mundo. Não quis segurar, meu papel ali era só de fechar os olhos e dar a luz, não de recepcionar. Bebê dorme, pequena, intacta, suave, cordão pequeno que nem vem ao seio. Colo do papai, irmão dorme em seu quarto ao lado. Todos em casa, prontos para vivenciarmos esse momento único e especial. Muita emoção.

Obrigada Pró-Gestante por acolher, por permitir escolher, por nos guiar na trilha do caminho de parir com maestria e calma.

1. Ou seja meninas, Bebam água durante o TP, saches esportivos de hidratação e respirem com consciência.

sábado, 5 de agosto de 2017

Superando desafios

O grupo hoje foi mais que especial. Não só porque nos reunimos pra falar de amamentação em meio à Semana Mundial do Aleitamento Materno, mas porque fizemos uma pausa tão importante na série deliciosa de rodas sobre parto, para falar desse imenso desafio que é o pós-parto.

De todas as partilhas, uma fala foi recorrente... quanto apoio e incentivo são raros e quantos julgamentos externos podem ser venenosos em meio as nossas auto-cobranças - e elas são muitas, creiam.

Fico me perguntando de onde surge tanta facilidade pra julgar e condenar se apenas muito raramente vejo casais tendo puerpérios tranquilos. Sim, as pessoas enlouquecem quando o bebê chega e sim, elas buscam sanidade. Seu julgamento só piora as coisas. Você não está na casa daquela família pra entender o porque daquela chupeta, ou daquela mamadeira. Não sabe quanto sacrifício e dedicação existe no aleitamento exclusivo e na livre demanda. Nem tem ideia de porque eles optaram pela cama compartilhada. Mas uma coisa é fato - você não vive aquela vida e não está naquela pele - então não julgue.

É preciso ter mais empatia... se por no lugar do outro sem julgamentos nem condenações. Apenas colo. Sim, a família recém-nascida precisa de colo tanto quanto o bebê que agora abrigam. Eles têm medos. Eles têm inseguranças. Eles têm sonhos. Eles têm dúvidas. E no meio disso não precisam ter que se defender de você ou de ninguém mais.

Quer ajudar? Fantástico!! 

Comece ouvindo - você pode ser surpreendida por desejos bem diferentes dos seus.

Aceite - todos têm seus valores, defeitos e limites. Não ache que eles desaparecem quando o bebê chega. Os motivos do fazer do outro podem não estar claros pra você, mas tentar apontar e impor nunca foi o caminho pra ajudar... só gera culpa ou raiva.

Seja sutil - pode ser que pra você o caminho da solução de um problema esteja perfeitamente claro, mas entenda que se estivesse claro pra eles, já teria sido feito. Mantenha sempre em mente que algumas portas só abrem por dentro e à nós cabe apenas bater gentilmente e esperar que a resposta venha. 

Permita - ninguém é mais ou menos mãe pelas escolhas que faz sobre o parto ou a amamentação. 

Se afaste - se pra você é demais, inconcebível ou intolerável, apenas lembre que o bebê não é seu. Porque a menos que haja maus tratos, as escolhas que aquela família faz pelo melhor interesse daquela criança está de acordo com os valores, limites e desejos deles, goste você ou não. 

Porque sejamos francos, quando a gente fica em função de atender as expectativas de quem quer que seja a não ser a nossa própria, deixamos de viver e isso não cabe na maternidade real e definitivamente não é compatível com amamentação.

E por fim, entenda - somos o melhor que podemos ser quando nossos filhos vêm à nós e o resto é utopia e não nos cabe. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Amamentar: ninguém pode fazer por você...

Amamentação: ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer juntos com você. Esse é o slogan da SMAM2017. A proposta é lembrar a sociedade que embora apenas a mãe amamente, o apoio, a proteção e a promoção do aleitamento é uma responsabilidade coletiva.

Amamentar é natural, mas de instintivo nada tem e pra recém-mãe pode ser uma tarefa bem desafiadora. 

Nos primeiros dias o bebê e a mãe estão ainda aprendendo a lidar um com o outro e ela, que se recupera do processo de gestação e nascimento, está ainda aprendendo a entender o bebê. Poder contar com apoio é fundamental para uma amamentação bem sucedida.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

NBCAL - Lei de proteção à amamentação

Todo esforço para promoção, proteção e apoio do Aleitamento Materno começa por entender os desafios enfrentados nessa jornada. Essa é a proposta do documentário do IBFAN Brasil sobre a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, Bicos, Chupetas e Mamadeiras - NBCAL. 

Mães, especialistas e membros da rede IBFAN discutem questões como essas e falam de como a NBCAL impõe limites às propagandas. Como a sociedade civil se organiza para monitorar essa lei através de uma ONG internacional, e de que maneira o governo brasileiro atua no cumprimento dessa fiscalização, são outros tópicos discutidos no filme.