segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Dialogando sobre dor

Nosso primeiro encontro de 2017 propôs uma reflexão pra lá de importante - as dores da maternidade... e elas não são poucas.

Não é segredo que, em nossa sociedade, a dor se tornou um tabu e uma aversão. Basta observar a reação de alguém diante de um comentário seu sobre uma dor de cabeça. Ainda que você esteja visivelmente cansado e essa cefaleia seja apenas seu corpo implorando por sono, dificilmente alguém lhe dirá "porque você não vai pra casa, toma um banho morno e dorme um pouco". É bem mais provável que apenas te ofereçam um analgésico.

Primeiro porque a vida não pode parar pra você descansar - há muito o que fazer - e depois que ficar sentindo dor é tido como masoquismo.

Estamos aos poucos perdendo a habilidade e a paciência para ouvir nosso corpo e lidar com suas dores de modo curativo... a maioria não se pergunta de onde a dor vem - quer apenas se livrar dela. Mas ignorar uma dor é como ignorar um alarme de incêndio... você pode até fazer a dor calar, mas o motivo dela não. E mais cedo ou mais tarde o estrago sempre aparece.

Te surpreende saber que o parto não é, em nada, diferente?

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz 2017!!

Réveillon é um marco incrível. Inegável o poder que o fechamento de um ano tem pra nos fazer refletir sobre nossas escolhas, rever nossos sonhos, conquistas, revisar a vida, fazer ou refazer promessas e decidir novos caminhos ou reforçar os antigos.

Mas a chegada de 2017 não vai mudar nada se você não mudar. A vida segue o ritmo ditado por cada um de nós. Sua felicidade te aguarda, levanta e persegue ela - é sua, basta querer.

Que a incrivel comunhão de energia que o ano novo nos proporciona, possa renovar nossas forças e fé em nossa capacidade pra realizar nossos sonhos, pra que cada um de nós possa fazer um 2017 Feliz!!

domingo, 6 de novembro de 2016

Iatrogenias no parto - o outro lado da dor

Iatrogenia - qualquer alteração patológica provocada no paciente por um procedimento médico errôneo ou inadvertido, isto é, feito sem a devida reflexão e indicação.

Claro que o inesperado acontece, e exatamente por isso estão excluídos desta definição os resultados inesperados de ações clinicamente adequadas, como por exemplo, uma reação alérgica consequente da administração de dipirona à um paciente com febre alta. A menos, é claro, que a alergia fosse conhecida (notificar uma alergia ao profissional de saúde que te atende é sempre fundamental).

Mas como caracterizar se determinada conduta é ou não correta no meu caso? O melhor seria que cada um de nós pudesse contar com profissionais ou equipes em quem confia. Mas felizmente, em obstetrícia, as evidências são muito acessíveis e não é preciso ser formada em medicina para rapidamente descobrir que episiotomias de rotina, por exemplo, são iatrogênicas.

Publicado em 2014, o Inquérito Nacional Nascer no Brasil nos trouxe o retrato de uma assustadora realidade - a chance de dar à luz sem intervenções em nosso país é remota. Apenas 5% das mulheres tiveram a experiência do parto fisiológico, segundo a pesquisa, que foi coordenada pela Fiocruz e cobriu todo território nacional.

Muitos procedimentos passaram a ser usados de forma rotineira, causando mais traumas do que benefícios. Assim, a oportunidade de um parto o mais natural possível, passará antes de mais mais nada por suas reflexões e escolhas. 

Pra ajudar você começar a entender, trouxemos o vídeo-documentário da pesquisa que aponta algumas das intervenções mais usuais no Brasil. Saiba mais sobre a pesquisa, acessando o site http://www6.ensp.fiocruz.br/nascerbrasil/

E se quiser ajuda na busca por um parto mais respeitoso e fisiológico, junte-se a nós na proxima Conversa de Mãe. Esperamos por você!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Preparar e amamentar...

A amamentação é muito importante na saúde do bebê e até na da mãe. Bebês amamentados exclusivamente nos primeiros 6 meses são mais resistentes a infecções, ficam menos propensos as alergias e cólicas, afinal o leite materno é um alimento mais fácil de ser digerido e não sobrecarrega o intestino.

Manter a amamentação após o 6º mês previne doenças crônicas como obesidade, hipertensão, diabetes, auxilia no crescimento do sistema nervoso central e proporciona melhor desenvolvimento neurológico, psicológico, motor e da inteligência.

Já para as mães, amamentar ajuda o útero a contrair e liberar a placenta, diminuindo o sangramento no pós-parto e ajudando a evitar a anemia. Também fortalece os laços entre a mãe e o bebê. Além disso as chances de câncer de mama diminuem com a produção de leite. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia - SBM, a cada ano de amamentação completa diminui de 3 a 4% o risco da mulher desenvolver o câncer de mama.