Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

sábado, 2 de junho de 2018

Viés implícito e a atuação da Doula em hospitais

Não é segredo que a natureza do trabalho da doula é a prestação de "suporte físico e emocional à gestante, antes, durante e depois do parto". No entanto, também não é segredo que para prestarmos esses cuidados, muitas vezes suportamos toda sorte de discriminação pessoal ou institucional. E é sempre importante lembrar que esta perseguição constante é fator de risco para a doença ocupacional.

Saiba mais em: https://www.youtube.com/watch?v=R9K4KdaI-6g
Sim, a atuação da doula agora é lei no estado e no município do RJ e em diversos outros. Mas se em alguns locais a proibição é explícita, em outros nossa entrada acontece, mas isso não impede que as barreiras invisíveis construídas pela discriminação afetem a profissional, gerando, no mínimo uma enorme frustração e desgaste emocional.

"O primeiro problema é a falta de reconhecimento de que existe um problema." 
MARIA CÂNDIDA ALMEIDA

O ponto crucial desta questão é: boa parte das instituições e equipes não admite declarada e abertamente essa discriminação, o que não faz com que ela desapareça, apenas a torna implícita nas atitudes e decisões em relação àquele profissional em específico - essa é a natureza do viés implícito.

O viés implícito pode vir em muitos diferentes comportamentos e afeta o modo como interagimos com as pessoas. Olhares atravessados, má vontade, desdém pra com as falas da pessoa ou simplesmente agir como se ela não estivesse ali, são apenas alguns exemplos. E quem pensa que por ser doula a pessoa está isenta de ter vieses, provavelmente se engana. 

Para serem combatidos, os vieses precisam ser identificados, tanto individualmente quanto nas instituições. E isso exige um auto-exame profundo, já que muitas vezes o viés surge em atitudes que nos escapam. Mas apenas o reconhecimento de sua existência nos permite lutar para evitá-los e elimina-los.

Sem nenhuma ação individual/institucional para superação do viés implícito e seu efeito - a discriminação - o profissional pode vir a sofrer de doenças ocupacionais como burnout ou fadiga de compaixão, com todas as conseqüências possíveis para sua saúde (exaustão física constante, por exemplo), vida pessoal (depressão) e carreira (abandono, por exemplo).

E para nós, profissionais, o que pode ser feito? Vou listar algumas dicas...

- Uma estratégia pode ser a construção de grupos regionais de apoio. Ao estar entre iguais, pode ser mais fácil encontrar estratégias para lidar com o estresse das relações interpessoais e da desconstrução de preconceitos. 

- Outra estratégia pode ser o autocuidado. Uma alimentação balanceada, atividade física e lazer têm ótimo potencial pra ajudar a superar o estresse laboral.

- Quem cuida também precisa de cuidado, nunca esqueça disso.

- Solicitar feedback também pode ajudar. Eu acho que de quando em vez todo mundo precisa ser lembrado de porque escolheu o caminho que escolheu e se dar suporte é sua vocação, se saber bem sucedida talvez ajude a reforçar essa escolha.

Você também tem dicas de como ajudar? Deixe um comentário com suas dicas... 

E se você teve uma doula e ela foi importante pra você? Diga isso à ela - tem dias que a gente precisa de colo e saber que fizemos a diferença tem o poder regenerador de um abraço apertado.

Até a próxima!!

domingo, 6 de maio de 2018

Nosso encontro de Maio

Durante a gestação a maioria das gestantes que conheço se dedica a se preparar para o parto e a chegada do bebê. Muitas até olham pro pós, mas dificilmente encontro com mulheres que se dedicaram à tarefa de se preparar emocionalmente para o que virá depois do nascimento.

Um papo intenso, emocionado e repleto de aprendizados e reflexões. Gratidão por cada família que nos brindou com suas histórias e desabafos.

Espero vocês em junho para mais uma Conversa de Mãe!












sábado, 21 de abril de 2018

Pergunte a uma Doula

Quando uma mulher me procura para doulagem, sempre agendo uma entrevista. Uma oportunidade para que elas me conheçam, pra que eu as conheça e, a partir desse encontro, ela poder entender se eu serei a doula certa pra ela.

Mas muitas mulheres têm dúvidas sobre o que perguntar nesse encontro, então separei uma lista de perguntas que li um tempo atrás em um blog e achei muito úteis (as perguntas e respostas estavam em inglês e foram traduzidas por mim - algumas estão modificadas). Não se prenda a lista... monte a sua:

domingo, 8 de abril de 2018

Nosso encontro de Abril

A ideia era um papo sobre mitos e verdades, mas ah quanta riqueza surgiu. A intensidade das falas e o brilho nos olhos de quem venceu os mitos tão impregnados em nosso sistema obstétrico é impagável. E a esperança que surge a partir dessas falas é nossa razão maior pra estarmos aqui há 10 anos.

Um encontro para mulheres, para mães, para famílias. Um espaço de falas, de trocas, de escuta, de acolhimento, mas acima de tudo, um espaço de apropriação da maternidade e da paternidade. Isso é Conversa de Mãe.

Mês que vem tem mais... esperamos vocês!!