domingo, 6 de novembro de 2016

Iatrogenias no parto - o outro lado da dor

Iatrogenia - qualquer alteração patológica provocada no paciente por um procedimento médico errôneo ou inadvertido, isto é, feito sem a devida reflexão e indicação.

Claro que o inesperado acontece, e exatamente por isso estão excluídos desta definição os resultados inesperados de ações clinicamente adequadas, como por exemplo, uma reação alérgica consequente da administração de dipirona à um paciente com febre alta. A menos, é claro, que a alergia fosse conhecida (notificar uma alergia ao profissional de saúde que te atende é sempre fundamental).

Mas como caracterizar se determinada conduta é ou não correta no meu caso? O melhor seria que cada um de nós pudesse contar com profissionais ou equipes em quem confia. Mas felizmente, em obstetrícia, as evidências são muito acessíveis e não é preciso ser formada em medicina para rapidamente descobrir que episiotomias de rotina, por exemplo, são iatrogênicas.

Publicado em 2014, o Inquérito Nacional Nascer no Brasil nos trouxe o retrato de uma assustadora realidade - a chance de dar à luz sem intervenções em nosso país é remota. Apenas 5% das mulheres tiveram a experiência do parto fisiológico, segundo a pesquisa, que foi coordenada pela Fiocruz e cobriu todo território nacional.

Muitos procedimentos passaram a ser usados de forma rotineira, causando mais traumas do que benefícios. Assim, a oportunidade de um parto o mais natural possível, passará antes de mais mais nada por suas reflexões e escolhas. 

Pra ajudar você começar a entender, trouxemos o vídeo-documentário da pesquisa que aponta algumas das intervenções mais usuais no Brasil. Saiba mais sobre a pesquisa, acessando o site http://www6.ensp.fiocruz.br/nascerbrasil/

E se quiser ajuda na busca por um parto mais respeitoso e fisiológico, junte-se a nós na proxima Conversa de Mãe. Esperamos por você!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Preparar e amamentar...

A amamentação é muito importante na saúde do bebê e até na da mãe. Bebês amamentados exclusivamente pelos primeiros 6 meses são mais resistentes a infecções, pois o leite materno contém células de defesa; ficam menos propensos as alergias; ajuda a evitar doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes e até mesmo complicações mais simples, como as cólicas que muitos sofrem, afinal o leite é um alimento muito fácil de ser digerido e não sobrecarrega o intestino. Auxilia no crescimento do sistema nervoso central, e proporciona melhor desenvolvimento neurológico, psicológico, motor e da inteligência. Já para as mães, amamentar ajuda o útero a contrair e liberar a placenta, diminuindo a sangramento no pós-parto, ajudando a evitar a anemia. Além disso as chances de câncer no seio diminuem com a produção de leite, pois as células mamárias se mantém ocupadas e assim tendem a se multiplicar em menor escala, o que dificulta os riscos de se contrair a doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia - SBM, a cada ano de amamentação completa diminui de 3 a 4% o risco da mulher desenvolver o câncer de mama. Dentre outras vantagens amamentar também fortalece os laços entre a mãe e o bebê.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Tempo Gestacional


Quando descobrimos que estamos grávidas já começamos a calcular os meses pra tentar estimar quando nasce o bebê. E todo mundo sabe que uma gestação dura 9 meses, certo? Ou o que vale é a contagem por semanas utilizada pelos profissionais de saúde? Como funciona o tempo de gestação?

Na verdade as duas contagens valem, mas a por meses é mais popular, embora à por semanas seja mas precisa e favoreça o acompanhamento das alterações e mudanças no organismo da mulher e do feto. Além disso, também podemos dividir a gestação por fases: o primeiro, o segundo e o terceiro trimestre. Então a contagem fica assim:

terça-feira, 26 de julho de 2016

Nem todo vício é ruim...


Vício - do latim vitium. No dicionário "falha" ou "defeito" - um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Será? Eu prefiro definir como adicção ou dependência, sem atribuir ao termo (nesse caso) uma conotação negativa. Explico...

Quem conhece sabe, vida de doula não é mole. A gente é acordada no meio da madrugada, dorme pouco, não raro perde o final de semana, feriado, festas e quase nunca tira férias. Com frequência me perguntam até quando eu vou aguentar isso e eu sempre respondo com convicção "Se Deus permitir, quero morrer trabalhando".

É, partejar pra mim é um vício. Algo sem o qual não consigo me imaginar. Partejando me sinto inteira, livre. Ali ao lado de uma mulher parindo, me invade uma profunda sensação de pertencimento. Me vejo parte de algo muito maior que eu. Presenciar o milagre da vida em sua forma mais visceral e honesta envolve tanta oxitocina, endorfina e adrenalina que não me ocorre querer parar.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Recepção do Bebê

Uma nova vida merece ser muito bem recebida!

Quando se está esperando um bebê, as expectativas são muitas: será uma criança tranquila ou agitada? é menino ou menina? terá os olhos do pai, a boca da mãe? que cor serão seus olhos? Se prepara o enxoval, a casa para a vinda do bebê, o quartinho todo decorado! Cuidamos ainda de decidir quem será o médico obstetra, obstetriz ou enfermeira obstetra, onde o bebê irá nascer. Planejamos todos os detalhes do parto, mas de uma coisa muito importante, quase ninguém se lembra - procurar um pediatra. 

Que a gente vai precisar do pediatra depois que o bebê nascer, ninguém duvida, mas a maioria não sabe que pode e é muito importante marcar uma consulta com esse profissional, ainda grávida.

O neonatologista é quem irá cuidar do recém-nascido no parto e nos primeiros dias de vida e é bom marcar um papo para que vocês decidam juntos os detalhes dos primeiros cuidados e criar um plano de parto para o bebê. Se o pediatra de seguimento for um profissional diferente, também é bacana agendar uma consulta pré-parto. Assim você terá a chance de entender se ele ou ela está alinhado com seus valores e é capaz de atender às suas expectativas. Afinal, é bom já termos confiança em alguém a quem iremos levar o nosso filho logo nas primeiras semanas de vida. 

Agora, para isso é importante a gente saber o que quer! E só poderemos saber se pudermos entender o que acontece nos primeiros minutos e horas de vida do bebê.