Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

sábado, 15 de setembro de 2012

Famílias de um Novo Tempo


Nossos filhos são meninos e meninas do século XXI. Tudo está em transformação. Está na hora de sermos pais e mães deste século também; de prestar atenção ao que é realmente importante para nossas crianças, para seu presente e seu futuro. Afinal, somos modernos ou não?


Então, pense menos no chão frio e no vento encanado. O país com menor mortalidade infantil no mundo é a Islândia - Iceland - a terra do gelo. Você mora no Rio, não tem sequer o direito de usar a expressão “que frio”. Então: pé no chão gelado, sim, geléia de mocotó não. O que faz mal para as crianças hoje? Comida industrializada: gordura ruim, sal em excesso, aditivos, conservantes e especialmente o açúcar - que vicia como qualquer droga. A lista é das boas: obesidade, diabetes, hipertensão, câncer, infarto. No pacote de biscoito que você tem em casa, o veneno está disfarçado em 04 ou 05 nomes diferentes: xarope de milho ou frutose, glicose, maltodextrina, açúcar invertido... confira. No copinho de mate, no refrigerante, e pasme - no suco “natural”, tem duas colheres de sopa do danado, além de benzenos, que causam hiperatividade e câncer. Não deixe a indústria escolher os alimentos do seu filho - a prioridade dela não é a saúde. Alimente-o você com comida natural: carboidratos complexos, frutas, legumes, boas proteínas e bons óleos vegetais. Se possível, use orgânicos: estão cada vez mais disponíveis e baratos.

Sem radicalismos: não precisamos suprimir o prazer de um docinho eventual na vida de uma criança.... mas farinhas açucaradas e biscoitos - sem nenhum valor nutritivo, e que fazem mal - no dia a dia de um bebê, para quê? 

Compre menos Baby Einsteins e Galinhas Pintadinhas, ofereça mais presença, afeto, atenção - o quanto você puder. Esqueça tanta natação para bebês, agende menos aulas de ioga, culinária e inglês, e deixe que brinquem mais sozinhas - vão ser mais criativas, inteligentes e seguras. Cuide de prevenir os acidentes - informe-se, revise a sua casa; e no carro, criança nunca fora da cadeirinha. Nunca. E, se puder, evite a creche antes de um ano de idade. 

É perfeitamente possível que nossos filhos vivam até os 120 anos. Mas para isso, eles têm que aprender a se cuidar e a cuidar da sociedade e do planeta onde vivem. E é nossa tarefa ensiná-los às dimensões individual e coletiva da saúde. De novo: eles e elas são crianças do século XXI: estão seriamente ameaçadas de sofrer problemas graves devidos à crise ambiental. 

A boa notícia: cuidar de si e do coletivo caminham juntos. Tudo que faz bem à saúde faz bem à natureza, e vice versa. Comer bem, fazer exercícios - de preferência na natureza (ajude-o a gostar de esportes), usar a bicicleta e a bola. Menos shopping, menos roupas e marcas (calma, cuidar do ambiente também gera emprego), mais praça e floresta, mais convívio com amigos e família. Reciclar o lixo junto com eles. Desligar a TV e o computador ajuda a reduzir o consumismo e a comer melhor. Aí eles vão passar mais tempo fora de casa, e você vai passar a exigir que o espaço público seja melhor cuidado, que tenhamos mais praças e árvores, menos carros e melhor transporte coletivo, praias limpas (saneamento para todos)... ciclos virtuosos. 

Nossos filhos e filhas terão que construir seu próprio mundo remendando nossos muitos erros. Podemos prepará-los melhor para essa difícil tarefa. Expô-los à diversidade em todos os sentidos, ajudá-los a entender que a desigualdade e a injustiça fazem mal a todos, e que cu
idar da natureza e do próximo é fundamental para o seu futuro. 

A gente só cuida do que ama; só ama o que experimenta. Se nossas crianças precisam da natureza para sua saúde, também a natureza precisa da presença delas para que a amem, preservem e defendam. 

Então: para que seus filhos e o mundo onde eles viverão sejam saudáveis, desligue a TV e corra com eles para aquela cachoeira geladinha. E deixe o tablet em casa.

Famílias de um Novo Tempo - Daniel Becker

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