Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

sábado, 21 de abril de 2012

Rede Não Bata Eduque

NOTA PÚBLICA da RNBE sobre a agressão cometida pelo pai contra a filha de nove anos em Campo Grande-MS (Rio de Janeiro, 19 de abril de 2012)

A Rede Não Bata Eduque - RNBE, movimento nacional formado por mais de 300 instituições e pessoas físicas, cujo objetivo é enfrentar a prática dos castigos corporais e tratamento cruel e degradante contra crianças e adolescentes vem a público comentar o caso da agressão cometida pelo pai contra a filha de nove anos e tornada pública por meio de um vídeo gravado por vizinhos. 

Infelizmente, os maus tratos a que a menina foi submetida não são tão raros como pode parecer. Os castigos corporais (tapas, chineladas, palmadas, beliscões) continuam sendo aceitos socialmente como forma de educar e disciplinar crianças e adolescentes. Para muita gente “bater em uma criança” não é considerado um ato de violência. O pai que agrediu a filha disse: “... sou pai e um pai tem que educar ... eu não estou agredindo minhas filhas, não...”. 

Pesquisa recente comprova que utilizar os castigos corporais não traz resultados positivos, mas ao contrário, prejudica o pleno desenvolvimento infantil. Bater não educa! E é, sim, possível estabelecer limites e disciplina pelo diálogo, pelo exemplo e pela ação positiva. 

É para evitar esse tipo de situação extrema - um pai ser preso e acusado de lesão corporal dolosa contra a filha - que atuamos, para garantir o direito à integridade física e psicológica de crianças e adolescentes com o fim do uso dos castigos corporais, pela valorização de práticas não violentas de educação e pela aprovação do Projeto de Lei 7672/2010, conhecido como “Lei da Palmada”. 

O Projeto de Lei que tramita no Congresso objetiva romper a banalização do uso dos castigos corporais contra crianças, divulgar práticas pedagógicas não violentas e qualificar a estrutura de atendimento às famílias, preenchendo assim uma lacuna existente no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê medidas somente para maus tratos. A lei não “tira a autoridade” dos pais, nem os impede de estabelecer limites na relação com sua crianças. apenas, Ela explicita que os castigos corporais e tratamento cruel e degradante não podem ser utilizados. Pais que só conseguem controlar seus filhos com o uso de força física ou tratamento humilhante precisam refletir que tipo de autoridade ainda pretendem garantir. 

Convidamos os meios de comunicação a assumir o compromisso com a promoção de uma educação não violenta discutindo o tema com a profundidade que ele merece. Eles podem contribuir, e muito, para que a sociedade brasileira reflita sobre os benefícios das práticas positivas no processo educativo e de cuidado de crianças e adolescentes. 

Acesse o site da RNBE e informe-se. Faça sua parte!!

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