Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Industrializados e a Alimentação Infantil

A Anvisa recomenda que os alimentos industrializados sejam introduzidos apenas após os 03 anos ou mais.  

Uma conversa com a nutricionista Isa Maria de Gouveia Jorge mostrou alguns dos problemas da introdução precoce destes alimentos para a o futuro de nossos filhos. (Originalmente publicado no Band blog)

Quanto mais cedo as crianças entram em contato com alimentos industrializados menos elas gostam de frutas, verduras, legumes, carnes e todos os tipos de produtos in natura. 

Uma boa educação alimentar mantém a criança longe das guloseimas, refrigerantes, salgadinhos e fast food pelo maior tempo possível para permitir que ela desenvolva um bom padrão alimentar que levará para a vida toda. 


Em geral, o que a criança come até os quatro anos idade é o que deverá comer até adulta. A partir dessa idade, a criança introduz novos alimentos à dieta, mas com pequena variação em relação ao que aprendeu e ao paladar que desenvolveu nos primeiros quatro anos de vida.

Para a nutricionista Isa Maria de Gouveia Jorge, supervisora de saúde e nutrição das creches e pré-escolas da Universidade de São Paulo (USP), depois que a criança experimentou, não é possível recuar. Não adianta proibir o consumo de algo que ela já conhece e gosta, o melhor é não comer pela primeira vez.

Segundo Isa Jorge, as crianças entram em contato muito cedo com alimentos industrializados, ricos em gordura, sódio e açúcar, que ganham o paladar da criança, e os sabores mais leves dos produtos in natura vão perdendo espaço na alimentação. “O excesso de gordura, açúcar e sal acentua o sabor dos alimentos., tornando os alimentos industrializados altamente palatáveis.”

O exagero de sódio é uma armadilha para pegar as crianças. Dos vários tipos de macarrão instantâneo existentes no mercado, os que são associados a personagens infantis são os que mais contêm sódio: o sabor tomate tem 1.700 miligramas de sódio e o sabor galinha e carne tem 1.900 miligramas de sódio. A necessidade diária de sódio de um adulto é 1.500 miligramas de sódio. Ou seja: se a criança come um pacote do chamado “miojo” infantil está consumido mais do que a necessidade diária de sódio de um adulto. Doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, além de doenças renal e cárdica são as que mais se apresentam em quem faz uso excessivo de sódio.

Em pesquisa realizada para o doutorado, Isa Jorge levantou os dez alimentos preferidos das crianças e apenas três deles, os últimos colocados da lista, podem ser considerados saudáveis. As crianças escolheram: batata frita, pizza, salgadinho de pacote, salsicha, biscoito recheado, refrigerante, chocolate, frango, iogurte e melancia. “Essa alimentação precisa mudar”, afirmou.

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