Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

domingo, 11 de julho de 2010

Cerimônia do Nascimento

Uma celebração da cerimônia do nascimento e não um procedimento médico - assim deve ser o parto, segundo os adeptos da medicina humanizada. 

Para a mãe, o parto. Para o bebê, o nascimento. 
Para cada ponto de vista, um sentido totalmente diferente e único.


O Parto Laboyer é um dos exemplos de renovação do ritual do nascimento e vem sendo apontado por psicanalistas como um meio de reduzir o “trauma” que significa para o bebê a saída do útero materno. Estudos realizados em “Bebes-Leboyer” defendem que esse tipo de parto gera crianças mais seguras, autônomas precocemente e emocionalmente equilibradas.

Criado pelo médico francês Frédérick Leboyer, que foi o primeiro a dar a devida importância ao bebe e ao vínculo entre mãe e recém-nascido, no momento do nascimento, este método ganhou adeptos no mundo inteiro, chegando ao Brasil pela primeira vez em 1974, pelas mãos do obstetra paulista Claudio Basbaum.

Além do parto Leboyer, o parto na água, de cócoras, natural e sem dor são outras opções para quem deseja fazer de seu parto uma experiência única e memorável, dando a seu bebê uma transição prazerosa entre a vida uterina e o mundo exterior.

Mas se encontrar um método que se adequá aquilo que você imaginou como ideal para a chegada de seu bebê já não é tarefa fácil, imagine então encontrar um médico que concorde com ele.

Os partos começaram a ocorrer em hospitais a partir da década de 40. A partir daí, foram classificados em dois tipos: normal e cesariana, ambos realizados sob os cuidados médicos e com a mulher deitada - ou seja, na posição ginecológica horizontal clássica, e com as pernas apoiadas em perneiras.

Até bem pouco tempo atrás, os partos obedeciam à regras que em nada colaboravam para o bom andamento do nascimento natural: a gestante não tinha direito a acompanhante, com freqüência ficava em salas de pré-parto coletivas, sem liberdade de movimentação, e recebia, além da lavagem intestinal, uma sedação, soro com hormônios, manobras e intervenções (pressão sobre a barriga, episiotomia ou aplicação de fórceps rotineiro desnecessários) para acelerar o parto. 

Infelizmente, em muitos lugares ainda é assim até hoje. Com parturientes sendo colocadas deitadas de costas, com as pernas amarradas na perneira, posição em que pode haver redução do espaço do canal de parto para a passagem do bebê, bem como diminuição da circulação sanguínea que passa da mãe para o feto - com evidentes desconfortos ou mesmo prejuízo para ambos.

O conceito de humanização que, entre outras coisas, passou a questionar o excesso de intervenção médica no parto e a valorizar a importância da experiência do nascimento para a mãe e o bebê - surgiu na década de 70 e atualmente inspira políticas públicas no setor de saúde em todo país, mas ainda tem poucos adeptos na classe médica. Uma prova disso é o ainda altíssimo índice de partos-cesariana realizados no país.
A cesariana é uma cirurgia e tem riscos. Antes de se submeter a um procedimento cirúrgico radical, procure uma segunda opinião.

A segunda opinião permite que a gestante considere vantagens e desvantagens nas outras opções eventualmente oferecidas por especialistas da área. Se houver concordância com a primeira proposta com certeza você se sentirá mais segura para prosseguir. Abastecida de todos os esclarecimentos, ficará mais fácil e seguro decidir o que é melhor para você e para seu bebê.

Quando os conceitos e as práticas não progridem com a velocidade que os fatos requerem, deixamos de contribuir com a evolução e tornamo-nos cúmplices do desconhecimento.

Adaptado do texto do Dr. Claudio Basbaum, GO. (http://www.promatrix.com.br)

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