Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não bata - Eduque!

O Projeto de Lei n. 2654/2003 de autoria da Deputada Federal Maria do Rosário (PT/RS) propõe a punição para castigos físicos moderados ou imoderados em crianças e adolescentes, encontrando defensores e críticos ardorosos porque esbarra num tema complicado. 

Quase todas as pessoas tem filhos e os criam - bem ou mal. Não há pré-condição para ser pai e mãe, mesmo diante da responsabilidade imensa de criar uma pequena e indefesa criança e ajudá-la a transformar-se num ser humano pleno, seguro e inserido na sociedade. Sim, a tarefa é árdua mas qualquer um pode assumi-la.


Não é preciso nenhuma carteira especial, como a de habilitação, nem tampouco é necessário frequentar qualquer curso regular ou obter um diploma. A grosso modo, basta fazer o filho que, com ajuda da natureza ou de um profissional especializado, ele nasce. E depois que nasce, seja o filho desejado ou não, nos impõe desafios e questiona nossas determinações. E muitas vezes não nos conformamos com a insubordinação.

A criança vítima de castigos físicos é um personagem tão recorrente no nosso cotidiano, que em algum momento a sociedade resolveu que o Estado precisava parar os pais que agridem antes que uma nova geração de agredidos cresça e continue passando o mal adiante. Há quem pense que é absurdo um pai ser levado a refletir, através de apoio psicológico, sobre a violência contra crianças - mas vamos refletir: Quando um adulto agride moderada ou imoderadamente um outro adulto o assunto pode acabar na polícia, não pode? Então por que as crianças não podem também ter direito à tutela do Estado no que diz respeito a sua integridade física e moral? E convenhamos, o famoso "ele é meu filho e tem que me obedecer" não vale como resposta.

No site "Não bata. Eduque". é possível encontrar outras pessoas e instituições preocupadas com este estado de coisas, informar-se sobre o assunto , fazer parte da rede e ajudar a enriquecer o debate.

Educar é mesmo muito, muito difícil e muitas vezes somos adultos assustados diante da possibilidade de termos filhos mal educados ou problemáticos. Outras tantas vezes somos apenas pessoas frustradas em nossas vidas pessoais e precisamos despejar a ira sobre alguém que seja mais fraco e tenha que "obedecer". É estranho imaginar que nossos filhos possam precisar de proteção contra nós mesmos. Não devia, mas acontece!



Texto publicado por Vanessa no blog Mãe é Tudo Igual - com alterações

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